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A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) teve suas primeiras incidências no início da década de 80, nos EUA, chegando ao Brasil logo em seguida, tornando-se uma verdadeira questão de saúde pública. Desde seu surgimento, muitos preconceitos andaram atrelados à doença que, inicialmente, foi caracterizada por atingir a população homossexual do sexo masculino e também a que fazia uso de drogas injetáveis. Desse modo foram diferenciados os chamados grupos de risco, marcando a população que estaria mais vulnerável à contaminação ou a única que estaria sujeita a contrair o vírus.

Com a diferenciação entre grupos de risco, vieram também mitos e preconceitos que perduram mesmo após a mudança de perfil da doença que, atualmente, já atinge homens e mulheres de diversas camadas da população, sem qualquer distinção.

A falta de conhecimento sobre a doença, sem dúvida, ainda é o principal fator para a perpetuação dos preconceitos nela arraigados. Há um imaginário de que AIDS é sinônimo de morte, de que aqueles que a possuem estão sendo castigados por terem feito “atos condenados” pela sociedade e ainda algumas denominações religiosas que relacionam a doença aos “pecadores”. Além disso, há também aqueles que acreditam que o contágio se dá através de um simples contato físico ou convivência no mesmo ambiente.

Dessa forma perpetua-se o estigma relacionado à AIDS, o que gera consequências graves no próprio prognóstico da doença que sabemos ainda não ter cura, mas contar com tratamentos que possibilitam uma vida praticamente normal. O medo da discriminação muitas vezes faz com que a própria pessoa não saiba como agir diante de seus grupos sociais e vai dando lugar ao isolamento, podendo resultar em quadros graves de depressão e ansiedade, bem como na demora pela busca do tratamento, na dificuldade de aceitação da doença, culpabilização, prejuízos nas esferas profissional, afetiva e social como um todo.

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Sentimentos mistos de incerteza, medo e vergonha muitas vezes tomam conta daqueles que descobrem a soropositividade. A tendência a sentir-se responsável pela doença se torna um peso difícil de ser carregado. O medo de ser visto buscando ou tomando as medicações desperta uma série de pensamentos negativos em relação ao que os outros vão pensar. O dilema sobre contar ou não para a família e outras pessoas importantes pelo medo de possíveis reações negativas e também pela vergonha ligada à culpa sentida pela doença. Dúvidas com relação a próximos envolvimentos afetivos e sexuais, medo de gostar de alguém e não saber como lidar com isso ou que o outro se afaste ao saber da doença. Medo da morte, do sofrimento, da finitude.

Diante de todas estas questões fica evidente que, tão importante como o tratamento da doença em si, é também fundamental o suporte psicológico, especialmente na fase de descoberta da doença. O acompanhamento psicoterápico pode possibilitar melhor aceitação e adaptação neste momento e talvez se constitua no único espaço onde é possível falar da dor, do sofrimento psíquico e de todos estes medos e incertezas, possibilitando uma forma menos sofrida de enfrentar a situação.

 

 

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